segunda-feira, 8 de junho de 2009

Livre Pra Downloadear




Sejamos francos! Quem, que passa por aqui, nunca abaixou um mp3zinho da internet? Eu tenho, pelo menos, 3 mil arquivos de música no meu computador. Nem sei quantas séries a abaixei (atualmente estou em Friends xDD). E, sabe o que... é tudo ilegal... E fiquei pensando nisso por alguns dias. Pirataria na internet.

Todos sabemos que a internet eh terra de ninguém! E tem uns "jesuítas" por aí que insistem em catequizar nós, humildes "índios" nos chamando de "selvagens" e "pecadores". Não exatamente assim, claro, mas qual o problema de se abaixar um mp3zinho inocente na era digital, na tão aclamada "Globalização". Afinal, um dos grandes pontos positivos da (tal) Globalização é compartilhar conhecimento e informação. Ora, música, filmes, nao fazem parte do conhecimento? Ou estou enganado?... ¬¬"

"Fazer downloads de músicas, vídeos ou imagem pela internet viola os direitos autorais". Então toda essa baboseira é pra proteger os lucros de alguém... Esses cavaleiros em armaduras brilhantes são os guardiões de baús de ouro de uma indústria que (felizmente) está naufragando. Suas tentativas (pífias) de censurar o acesso a "free downloads" são, nada mais nada menos, para nos fazer gastar dinheiro com álbuns de R$40,oo e DVDs de R$70,oo pra sustentar algum manda chuva, sob o pretesto que estamos financiando o tráfico - ok, isso é verdade! Mas se a justiça fosse eficiente não haveria o tráfico, afinal...

Ainda sonho com o dia em que ter acesso a conhecimento e cultura obtê-lo de graça, não seja considerado crime.

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Observação: não sou a favor de pivetes vendendo cds nas calçadas das avenidas - o que é apenas a expressão da miséria de uns e oportunismo de outros. Só acho idiotice seres ditos cultos lutarem contra o inevitável, tentar tornar obsoleta a forma de transmissão de conhecimento mais poderosa já criada...

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Leia a reportagem Mais Criatividade, Menos Patrão que saiu na edição 240 da Superinteressante

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Vende-se




Vende-se esta casa! Vende-se esse quarto! Vende-se essa máquina e este carro!
Vende-se esta roupa! Vende-se esse sapato! Vende-se essa televisão e esta batedeira!
Vende-se essa obra de arte! Vende-se essa jóia rara! Vende-se cabelo!
Vende-se silicone! Vende-se próteses! Vende-se consumismo e consumidor!
Vende-se o corpo! Vende-se sexo! Vende-se auto-prazer e auto-piedade!
Vende-se talento! Vende-se capacidade! Vende-se mão-de-obra e trabalho escravo!
Vende-se política! Vende-se dinheiro! Vende-se o povo e suas misérias!
Vende-se verdades! Vende-se mentiras! Vende-se histórias e estórias!
Vende-se Jesus! Vende-se bósons! Vende-se religião e ciência!
Vende-se cultura! Vende-se contra-cultura! Vende-se pop e hip-hop!
Vende-se  órgãos! Vende-se tecido! Vende-se células tronco e espermatozóides!
Vende-se pessoas! Vende-se homens! Vende-se mulheres e crianças!
Vende-se dignidade! Vende-se honra! Vende-se Ser humano!

sábado, 30 de maio de 2009

Culpa

Correntes pesadas
A consciência fala
O mundo nas costas
Desastre eminente
A culpa estala
Os ossos sob a carne
Muda o destino
Apodrece o homem

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Sobre um Psicopata




- Eu... eu não tenho escolha. Sabe, como quando você tem fome ou... sede? Já sentiu isso certo?Esse... impulso! Essa... vontade! É unsuportável ficar sentindo essa dor no estômago ou sentir a garganta seca! Quanto mais você segura pior fica; O tempo vai passando e o seu corpo continua pedindo por comida, por água, pra ir no banheiro. Sexo você ainda pode resolver sozinho... mas comida... você tem que matar a vaca pra fazer um bife, certo?... Certo?



- Pois, então, é a mesma coisa comigo! Eu sinto essa fome, só que diferente... É uma necessidade biologica, eu posso até segurar por uns momentos, mas no fim... eu acabo... você sabe... fazendo... aquilo...



- E você ainda tem um pouco de sorte porque eu ainda vou sentir um pouquinho de remorso. Eu sei, de alguma forma, que estou errado. Mas eu conheço alguns que não hesitam quando vão te fazer em pedacinhos...



- Mas também não posso negar que o prazer que você sente ao cravar os dentes num belo x-burguer duplo é quase o mesmo que sinto quando fazer essa serra elétrica dividir suas pernas e braços. Ah! por favor, pare de se debater! É tão difícil fazer esses nós! ... Pois bem, onde eu estava? Ah! Sim! O Hamburguer! Aliás, você quer um? Não? Nem como uma última refeição? Não mesmo? Ok, então... Vamos lá...

Jeitinho Brasileiro

Ando meio assombrado com o como as pessoas são. Ok! Isso não é necessariamente uma surpresa, mas nem por isso me deixa de assombrar.

O brasileiro tem a péssima mania de se apegar no que popularmente chamamos de "jeitinho". É uma mãe que carrega o filho de quatro anos no colo pra pegar fila preferêncial, é garotinho fazendo macete no Warcraft pra ter madeira infinita, é gente fraudando plano de saúde, forjando atestados para aposentar mais cedo.

Na verdade, talvez seja um pouco de inveja. Eu não sei jogar se não pelas regras. Não consigo trapacear de forma alguma. Sou meio inglês pra certas coisas. Pareço meio tolo, confesso. Afinal de contas, todo mundo dá um "jeitinho" pra tudo ficar mais fácil. Todo mundo se beneficia dessa cultura de resoluções faceis, deve ser uma coisa boa, não?

No entanto, se você não joga pelas regras, como pode esperar que os outros também joguem. Quem pode cobrar de nossos deputados e senadores pelos auxílios moradia e passagens para o exterior, se não cria vergonha na cara e pula roletas e catracas de ônibus pra não pagar passagem? Como pode se indiguinar com o policial que aceita propinar se faz sonega imposto?

Dois erros não fazem um acerto? Parece q no Brasil faz.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Lado Escuro da Lua




Vai me dizer que nunca teve aquela curiosidade? Não sabe do que estou falando? Aquela curiosidadezinha de saber o que as pessoas são de verdade. Não é xeretar, não é saber pra tirar vantagem ou difamar. Apenas a curiosidade genuína. Entende?

Eu sempre vou achar as pessoas estúpidas e vazias! É minha benção e minha maldição. Mas esse cinismo ácido nunca vai conseguir aplacar essa curiosidade genuína que sinto em relação às pessoas, de olhar pra alguém e me perguntar "do que será que ela é capaz?", "o que ela é, de verdade, quando ninguém está olhando?" ou "Como será o seu lado negro?"

E o mais engraçado é que já estive presente nos segredos mais íntimos de muitas pessoas. Algumas eu chego a pensar "Caraleo! Quem diria..." E mesmo sabendo, ainda não me contento. Quero saber mais e mais, quase como um drogado que descobre o chá milagroso e viciante. No entanto, o acesso a esses segredos é tão raro. Satisfazer esse vício é tão dificil. Olho aquela pessoa na rua e pergunto "Como ela é?" e dói saber que essa pergunta talvez jamais seja respondida

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"Tira a máscara que cobre o seu rosto
Se mostre e eu descubro se eu gosto
do seu verdadeiro
Jeito de ser"

Máscara, Pitty

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Perdido de Si em Si

Perdido em si mesmo, encontrou o caos. O caos interno que habita a nós todos. Aquelas frustrações antigas, as novas e as que - por mais incrível que possa parecer - ainda virão. Não tinha certeza se aquela era a hora mais apropriada para ter se perdido e encontrado tanto de si em si. Não! Tinha mais absoluta certeza de que a hora era totalmente inapropriada!

Perdido de si em si, sua bussola interna perdeu seu norte, enquanto o mundo se despedaçava em marolas, curas eram fabricadas e portugueses mudados. Não estava perdido apenas de si. Estava perdido do mundo. E pela primeira vez tinha consciência de que não era o mundo que estava perdido dele, como costumava achar. Não! Ele era o problema! Sem mentiras confortáveis, sem palavras de consolo, sem fugir da responsabilidade.

Perdido em si mesmo, encontrou a metade do homem que queria ser. Um oitavo. Um dezesseis avos. Um milésimo daquele ser mitológico que desejava de si mesmo. Diminuiu-se. E nem fazia idéia do porquê. Sabia que a conjugação não era mais "me diminuiram". "Diminuiu-se" mesmo! Era, pra variar, era um agente ativo desta vez. Quanta irônia...

Perdido de si em si, queixava-se. Queixava-se daquela psicologia imbecil que todos pregam: "you don't wanna change". "Yes! Maybe, I don't want to! So what?" E daí que não aguentaria mais. Já não estava. Sabia disso. Perdido de si em si, viu louros virarem espinhos, a genialidade em fardo ignobil.

Perdido em si mesmo, encontrou os outros. Que outros?! O que eles sabem?! Aparentemente eles sabiam de tudo... Afinal, quem não sabe? E precisava mesmo que soubessem, porque ele já não sabia de mais nada. Não queria saber aquilo que os outros sabiam porque não acreditava muito naquilo.

Perdido em si mesmo, encontrou o próprio caos


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Part of me won't go away
Everyday reminded me how much I hate it
[...]
I made the problems in first place

(Part of me by Linkin Park)

terça-feira, 10 de março de 2009

Clausura

Lá está ele
em sua clausura enfadonha
esperando que um dia
seu cinismo vá embora

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Em Nome de Deus





É incrivel a quantidade de besteira que se consegue ouvir diante dos noticiários!

Salvo as atrocidades dos veteranos estúpidos, e as barbaridades comuns do trânsito (o que não são novidade nenhuma...), ontem eu ouvi a pérola da semana!

Quem não sabe que as eleições em Israel estão acontecendo. Acho essas tão determinantes na política mundial e no futuro da história humana (que sentença paradoxal) quanto as eleições americanas. Dificil dizer quantos lados essa eleição tem. Extremistas de direita, moderados de direita, moderados de esquerda, extremistas de esquerda, e os puramente extremistas... Oo"... ok, não se compara com nossa política brasileira (que, pasmem, tem até castelo!!!), mas num lugar que já é uma bagunça, eles não podiam simplesmente simplificar as coisas, só um pouquinho.

Bem,... vamos à pérola: um correspondente internacional (de uma emissora qualquer), fazendo entrevista, se deparou com um senhorio estúpido que, ao ser perguntado se iria votar (olha q maravilha, voto facultatório...) respondeu: "não vou votar para não interferir na decisão de Deus"

Dá pra acreditar que um imbecil pode pensar desse jeito?!

E isso me fez pensar em todas as outras idiotices espalhadas pelo globo que se justificam sob o nome de Deus... Em Israel mesmo, aquela guerra toda, baseada em argumentos religiosos! Em como alguem pode ser inconsequente o suficiente e deixar que sua vida, seu bem estar, caia nas mãos de alguém que talvez nem exista! (ninguem pode afirmar com certeza absoluta que Deus exista...) Seria isso só cegueira religiosa ou covardia para não querer lugar, se esconder atras de um argumento "imbatível" e não sujar as próprias mãos? Ser indiferente?... Como sempre, Deus está justificando nossa própria incapacidade de fazer as coisas mudarem...

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ps.: pensem comigo. Um dos grandes argumentos dos "contra eutanásia" é que não temos o poder de decidir quanto tempo alguém pode viver e que faz parte da experiência terrena de cada um vivenciar as etapas da própria morte. Mas e pra quem é ateu?... eutanásia seria permitida, porque, afinal... quem não acredita em Deus, tambem não acredita em toda essa baboseira... interessante pensar sobre isso. Se o paciente em questão for ateu, então... que mal há em desplugá-lo?...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009